Nunca fui de virar costas ao problemas, nem de deixar de lutar por aquilo que quero, mas sempre soube medir os meus limites. E outrora, eu quiz ultrapassá-los, quiz amar como nunca amei, arriscar como nunca arrisquei e lutar como nunca lutei. Foi a única vez que o fiz. Deveras que não me arrependo. Mas devia ter noção de que uma vez me chegava. Amar mesmo só se ama uma vez na vida não é verdade? Dessa vez, eu amei com tudo o que tinha. Agora, não estou disposta a fazê-lo, sinceramente. Daquela vez, superei os meus próprios limites, fui mais além do que aquilo que era possível. Mas desta vez não quero, não quero tão pouco atingir o limite. Se há coisa que aprendi, foi saber quando desistir. Desta vez não darei outra vez tudo de mim, correndo o risco de ficar mal por um amor. Repito que nunca fui de desistir, mas desta vez eu desisto. E não, não acho que seja covardia desistir já, sem dar o tudo por tudo, sem tentar travar a luta. Não acho que seja. Acho apenas que tenho os pés bem acentes no chão. E que esse tudo por tudo, já o dei uma vez, e chegou.Desta vez não o vou fazer. Desculpa-me por desistir assim, mas é o melhor para mim. Não quero ter que lutar por uma coisa incerta. Aquele amor incondicional, só senti uma vez na minha vida, e só por esse dei o tudo por tudo. Por mais nenhum vou dar. Ser forte não é saber lutar, é saber quando desistir. Eu hoje desisto. Não de ti em concreto, mas desisto de um possível nós. Talvez até o consegui-se alcançar com muito esforço, quiçá. Ou talvez não. O futuro é incerto. Eu podia tentar, sei que podia. Ao invés disso vou desistir já, sem fazer uma luta maior. Não vale a pena. Não estou disposta a isso. Não estou disposta a dar tanto de mim, por uma coisa que pode nem resultar. Não estou mesmo disposta a isso.
Sempre fui da opinião que se deve ter o coração aberto, que não é por dar errado uma vez que vai dar sempre. Que devemos amar sempre, mesmo que alguém não mereça esse amor, ou não o saiba agarrar. Mas eu estou, sinceramente, de coração fechado. Completamente. Não é que seja por medo, é só porque não estou disposta a dar de mim. A fazer o que outrora fiz, a fazer o que me despedaçou o coração. E ele deveras que está curado. As feridas cicatrizaram e as cicatrizes estão prestes a desaparecer. Mas..., não estou disposta simplesmente. Sinto necessidade de ter o coração fechado, e é assim que ficará, até voltar a sentir aquele amor incondicional, porque por mais nenhum lutarei...

força amor! tu és tão forte, tu consegues ultrapassar tudo. a tua força é enorme e tu também! és linda amor, sempre aqui para ti.
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