estou feliz sem ti, não posso negá-lo. já à muito tempo que sou feliz sem ti. que vivo bem sem ti. sem te falar, sem noticias tuas, sem nada. já à muito tempo que não sinto falta das tuas mensagens queridas de bons dias, de boas noites... mas, no entanto, nunca me esqueci delas. nunca me esqueci de nada. as tuas palavras já não me embalam. tu já não me fazes feliz. eu já não preciso de ti. porém, quando estou em baixo, quando estou triste com a vida, é em ti que penso. talvez por o teu abraço ter sido o ponto de abrigo durante tanto tempo. talvez por tu teres sido o meu porto seguro durante tanto tempo. ou talvez por teres sido tu, a fortalecer-me. não sei. ás vezes questiono-me muito sobre ti. sobre a falta que me fazes. obtenho sempre respostas diferentes sabes? por vezes penso que sim, que as tuas caricias me acalmariam, que me fazia bem ter-te de novo. outras vezes, penso que nao. que estou tão bem assim. já me habituei a nao te ter. e nao me fazes falta.
sabes, não posso dizer que tenha saudades tuas. de ti, nao tenho. mas do que vivemos, talvez. nao quero reviver o passado, nao. nao me interpretes mal. mas dá saudade. dá saudade quando penso nas brincadeiras que faziamos. dá saudade quando penso que nunca me deixavas ficar mal, animavas-me sempre. isso dá tudo muita saudade. como já te disse, esqueci o que de mal me fizeste, e guardei só as coisas boas. estas de que falo. e dessas coisas boas, eu tenho saudade. andei muito tempo com raiva, com nojo, de ti. culpava-te por tudo. andei outro tempo todo a culpar-me a mim por tudo. mas a verdade, é que agora que a tempestade passou, me apercebi que nenhum de nós foi culpado. dei-te sempre demais do que aquilo que soubeste aceitar. mas não tens culpa disso. talvez a culpa tenha sido mesmo do destino. não te quero de volta, não quero mesmo. mas agora que estou bem ciente de tudo, gosto de recordar. é bom relembrar. e é optimo, após tanto tempo, perceber que a felicidade que me causaste, foi deveras superior á tristeza que também me proporcionaste.
e o mais irónico no meio disto tudo, é que era eu quem mais me importava, eras tu quem não ligava, e no entanto, foste tu o ultimo a desistir. quando eu larguei tudo, desisti tudo, tu ficaste. a lutar. isto para ti ainda nao teve um fim pois nao? para mim já, sinceramente. talvez um dia, haja hipoteses de um novo inicio. dizem que o que é verdadeiramente nosso nunca se vai de vez. e tu, tu foste verdadeiramente meu.
gosto tanto meu amor.
ResponderEliminar